quarta-feira, 18 de maio de 2011

Data Entrega

Os alunos deverão enviar para o mail do docente: n.maria@esfmp.pt o link da apresentação no Prezi, até dia 30 de Maio.

Tarefas

1- Tendo em conta o texto anteriormente lido, sugiro que os alunos analisem a estatistica do relatório da OCDE ( http://www.oecd.org/document/0,3746,en_2649_201185_46462759_1_1_1_1,00.html ), sobre o excesso de peso e obesidade e que apresentem as principais conclusões.
2- Comparem esses resultados com os do consumo de tabaco mencionados no mesmo local e mencionem quais as principais conclusões.
3- Esta análise deve ainda procurar identificar quais as medidas a tomar para que se melhorem os resultados obtidos, relacionando as mesmas com a prática de actividade física e a alimentação.
4- Explica a relação causa/efeito destes dados sobre os gastos no sistema nacional de saúde.
5- Executa todas as tarefas, utilizando a apresentação através da ferramenta web 2.0 - PREZI ( deverás abrir uma conta, pesquisar sobre a ferramenta ( tutorial do PREZI - http://prezi.com/yb0bryu1olrj/prezi-tutorial-em-portugues-baseado-no-prezi-de-adam-somlai-fischer/ ) e realizar uma apresentação criativa.

A Alimentação



"A alimentação tem sido, ao longo da história, uma constante nas preocupações do homem. O desenvolvimento das civilizações tem estado intimamente ligado à forma como o indivíduo se alimenta.

Pode mesmo afirmar-se que a alimentação tem determinado o futuro e o destino das civilizações.

Para além de uma necessidade fundamental do ser humano, a alimentação é um dos factores do ambiente que mais afecta a saúde.

“Somos o que comemos” é um velho aforismo que traduz bem este facto.

O acto de comer, para além de satisfazer necessidades biológicas e energéticas inerentes ao bom funcionamento do nosso organismo, é também fonte de prazer, de socialização e de transmissão de cultura. No entanto, não basta ter acesso a bens alimentares.

É preciso “saber comer”, ou seja, saber escolher os alimentos de forma e em quantidade adequadas às necessidades diárias, ao longo das diferentes fases da vida.

Como sabemos, nas sociedades ocidentais, muitas das doenças crónicas responsáveis por doença e mortalidade prematura (obesidade, cancro, doenças cérebro e cardiovasculares, osteoporose, entre outras) estão directamente relacionadas com a prática alimentar. Por outro lado, embora a maioria da população tenha acesso a bens alimentares básicos, persistem ainda, no nosso país, problemas de carência alimentar, em particular em grupos socialmente excluídos.

Muitos dos nossos hábitos alimentares são condicionados desde os primeiros anos de vida. Por outro lado, uma alimentação saudável durante a infância é essencial para permitir um normal desenvolvimento e crescimento e prevenir uma série de problemas de saúde ligados à alimentação, como sejam a anemia, o atraso de crescimento, a malnutrição, a obesidade, ou a cárie dentária.

Dados da investigação sugerem que as crianças não estão dotadas de uma capacidade inata para escolher alimentos em função do seu valor nutricional, pelo contrário, os seus hábitos alimentares são aprendidos através da experiência, da observação e da educação.

O papel da família na alimentação e na educação alimentar das crianças e jovens é portanto inquestionável. Mas, para além da família, a escola e, em especial, o jardim de infância assumem uma particular importância, na medida em que podem oferecer um contexto de aprendizagem formal sobre esta e outras matérias, complementando o papel familiar.

Nas situações de disfuncionamento familiar, ou carência económica grave, a escola é, por vezes, a principal oportunidade para a aprendizagem de princípios e de comportamentos alimentares saudáveis, bem como para o suprir de algumas carências alimentares.

Actualmente, sobretudo em meio urbano, as crianças de idade pré-escolar são, cada vez em maior número, acolhidas em jardins de infância, locais em que recebem uma parte importante da sua alimentação diária e adquirem os primeiros conhecimentos sobre a importância de uma alimentação saudável.

Todavia, muitos dos profissionais responsáveis pela alimentação destas crianças não dispõem dos conhecimentos necessários para uma adequada selecção alimentar e para uma intervenção educativa nesta área.

Neste sentido, o presente manual tem como principais destinatários os educadores de infância, os responsáveis por estabelecimentos de educação infantil e o pessoal directamente envolvido na preparação e fornecimento da alimentação às crianças que frequentam estes estabelecimentos.

Importância da Educação Alimentar

Há, hoje, evidência que a educação alimentar pode ter resultados extremamente positivos, em especial quando desenvolvida com grupos etários mais jovens, no sentido da modelação e da capacitação para escolhas alimentares saudáveis.

Os programas e esforços de educação alimentar devem ser contínuos e multifacetados. Melhorar o comportamento alimentar de indivíduos e de comunidades não é tarefa de curta duração. Leva tempo facilitar o progresso dos indivíduos e das comunidades através de vários estádios de mudança. Trata-se de um processo contínuo, que passa pelo acesso à informação, pela compreensão e interiorização dessa informação, pela motivação, pela capacidade e possibilidade

de escolha e por estratégias de manutenção da mudança.

Há que ter presente que para haver uma mudança de comportamento não basta saber e estar motivado. É preciso, também, que o meio ambiente físico, económico, social e cultural ofereça condições que facilitem e permitam o exercício desse novo comportamento.

Os factores de motivação e de reforço da mudança para a adopção de hábitos alimentares mais saudáveis devem, assim, ser diversificados – contemplando a vertente informativa, educativa e de suporte ambiental – continuamente adaptados e mantidos.

Para além da família, a escola, em cooperação com serviços de saúde, autarquias e outras estruturas da comunidade, oferece, como já referimos, condições privilegiadas para o desenvolvimento deste processo."

(in "Manual para uma Alimentação Saudável", Emilia Nunes e João Breda)